sábado, 26 de junho de 2010

Por Caio Fernando Abreu.

Meu Deus....conheci Caio Fernando Abreu, através da Estela, Estrela, Té...ou qualquer nome que eu venha a chamá-la, e ela me disse que ele era realmente incrível, que ele conseguia expressar em palavras os nossos sentimentos. É a mais pura verdade.
Por Caio Fernando Abreu:
Vai passar
Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está ai, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada “impulso vital”. Pois esse impulso às vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te supreenderás pensando algo como “estou contente outra vez”. Ou simplesmente “continuo”, porque já não temos mais idade para, dramaticamente, usarmos palavras grandiloqüentes como “sempre” ou “nunca”. Ninguém sabe como, mas aos poucos fomos aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas. Já não tentamos o suicidio nem cometemos gestos tresloucados. Alguns, sim - nós, não. Contidamente, continuamos. E substituimos expressões fatais como “não resistirei” por outras mais mansas, como “sei que vai passar”. Esse o nosso jeito de continuar, o mais eficiente e também o mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência.
Claro que no começo não terás sono ou dormirás demais. Fumarás muito, também, e talvez até mesmo te permitas tomar alguns desses comprimidos para disfarçar a dor. Claro que no começo, pouco depois de acordar, olhando à tua volta a paisagem de todo dia, sentirás atravessada não sabes se na garganta ou no peito ou na mente - e não importa - essa coisa que chamarás com cuidado, de “uma ausência”. E haverá momentos em que esse osso duro se transformará numa espécie de coroa de arame farpado sobre tua cabeça, em garras, ratoeira e tenazes no teu coração. Atravessarás o dia fazendo coisas como tirar a poeira de livros antigos e velhos discos, como se não houvesse nada mais importante a fazer. E caminharás devagar pela casa, molhando as plantas e abrindo janelas para que sopre esse vento que deve levar embora memórias e cansaços.
Contarás nos dedos os dias que faltam para que termine o ano, não são muitos, pensarás com alívio. E morbidamente talvez enumeres todas as vezes que a loucura, a morte, a fome, a doença, a violência e o desespero roçaram teus ombros e os de teus amigos. Serão tantas que desistirás de contar. Então fingirás - aplicadamente, fingirás acreditar que no próximo ano tudo será diferente, que as coisas sempre se renovam. Embora saibas que há perdas realmente irreparáveis e que um braço amputado jamais se reconstituirá sozinho. Achando graça, pensarás com inveja na largatixa, regenerando sua própria cauda cortada. Mas no espelho cru, os teus olhos já não acham graça.
Tão longe ficou o tempo, esse, e pensarás, no tempo, naquele, e sentirás uma vontade absurda de tomar atitudes como voltar para a casa de teus avós ou teus pais ou tomar um trem para um lugar desconhecido ou telefonar para um número qualquer (e contar, contar, contar) ou escrever uma carta tão desesperada que alguém se compadeça de ti e corra a te socorrer com chás e bolos, ajeitando as cobertas à tua volta e limpando o suor frio de tua testa.
Já não é tempo de desesperos. Refreias quase seguro as vontades impossíveis. Depois repetes, muitas vezes, como quem masca, ruminas uma frase escrita faz algum tempo. Qualquer coisa assim:
- … mastiga a ameixa frouxa. Mastiga , mastiga, mastiga: inventa o gosto insípido na boca seca …
http://caiofernandoabreu.tumblr.com/post/166008872/vai-passar

Escrito nas estrelas, mesmo!

Fiz uma pequena pesquisa sobre a novela “Escrito nas estrelas”. Eu não gostei disso, mas tudo bem, (também precisei fazer pesquisas sobre a Geisy Arruda para um trabalho de desenho), não sabia nada sobre a novela então a pesquisa para o blog foi algo pessoal, pois aconteceu algo realmente forte comigo.
Ao fazer um trabalho da matéria de desenvolvimento do produto, deixei como sempre deixo a televisão ligada em algum canal aleatório, pois sinto-me um pouco sozinha, e as vozes da televisão fazem minha mente pensar que alguém está ali.
Enfim, nesta tal novela “Escrito nas Estrelas” de Elizabeth Jhin existe a mocinha que está viva, o mocinho que está morto e apaixonado pela mocinha que está viva, e o motorista mau, o vilão que quer maltratar a mocinha e ficar com todo o dinheiro que pertenceria a ela, se o mocinho estivesse vivo. “x”.
Também não entendo esta lógica, mas enfim, eu juro que eu olhei para a TV no momento em que ouvi a música “Singing in the rain” (cantando na chuva), um clássico! Mas o que um clássico estaria fazendo na novela da Rede Globo? Não sei. O fato é que naquele momento a única coisa que veio à minha mente foi: Laranja Mecânica.
Eu juro que acho que fui a única pessoa, que ao assistir aquela cena pensou nisso, pois não vi nenhum comentário na internet e ao comentar com amigos (que obviamente não assistem Globo) eles acharam muito engraçado, a Natalie quis dizer algo como: “Era lógico que apenas 0,05% das pessoas que estavam assistindo iam relacionar, afinal novela e cultura não têm nada a ver uma com a outra."
Tentei firmemente procurar aquela cena para mostrá-la a vocês, mas não consegui. Devia estar escrito nas estrelas mesmo para eu assistir aquela cena. Será que se não fosse eu, ninguém iria perceber o quão bizarro foi aquilo?
A ironia está no fato de que a música só está no filme porque era a única música que o ator Malcolm McDowell sabia cantar inteira. (rs para sempre, em alto e bom som.)


Referências:
http://escritonasestrelas.globo.com/Novela/Escritonasestrelas/Personagens/0,,PS2709-18130,00.html
http://culturadetravesseiro.blogspot.com/2010/02/linguagem-nadsat-laranja-mecanica.html

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Dai-lhe Regina!

Existe a Deille... Deille Regina.
Hoje ela me conta que está ficando louca, apesar de eu saber isso desde que a vi, pela primeira vez.
Depois de brigarmos por ligarmos uma para a outra, e ficarmos mudas ao telefone, eu comentei sobre o fato de que eu já tinha contado tudo para ela que aconteceu durante minha vida toda. Então Deille Regina lembrou-se de me contar um fato, pasmem vocês, bizarro! Este tipo de coisas não acontece ao meu redor (*ironia), aliás, abro aspas pra dizer uma frase de uma amiga, a Vivi: "Cianorte só tem gente louca, acho que por isso vim parar por aqui", mas então contou Deille:
-Fui acender meu cigarro na cozinha porque eu não tinha um isqueiro, mas aí eu cheguei na pia, abri a torneira, coloquei o cigarro na água e pensei comigo mesma o que era que eu estava fazendo. Molhei meu último cigarro!

uhauhuhuhauhahuauhauhauhahuahuahu

Dai-lhe Regina!

Ahhhh criação....


Tem uma aula de criação.
Seria bem divertida....se eu soubesse desenhar!
Enfim...eu e a Marcela só pra sair da rotina, acordamos as 7 da manhã, para fazer desenhos e estudar para a prova de criação, mas acabamos fofocando tanto, e contando uma para a outra o problema que estávamos arrumando por não estarmos fazendo desenho, e não estudando para a prova, que perdemos o dia todo.
De qualquer maneira, a professora mestre, passou 2 textos e um esquema para a prova, que eu e a Marcela tínhamos, e até tentamos ler. Mas algo dizia que somente o esquema era suficiente para uma ótima prova, (não que isso seja bonito, muito pelo contrário, também comentamos o quanto estaríamos mais "burras" em relação às outras pessoas da nossa área), então....NÃO LEMOS O ESQUEMA.
Meu Deus....ele estava ali.
Eu consegui ler um dos textos, o menor, e a Marcela leu o outro, lógico.
Cheguei na faculdade, e li o esquema desesperadamente, olhei para a prova, no momento em que me foi entregue e entreguei de volta à professora em cinco minutos. ERA SÓ O QUESTIONÁRIO...


domingo, 20 de junho de 2010

Coisas bizarras.....


Agora vou contar tudo de bizarro que aconteceu no dia de ontem.
Um dia, uma amiga disse que depois que você conta uma história várias vezes, você perde um pouco do que aconteceu. Mas eu acredito que eu lembro de tudo perfeitamente.
Fato 1º:
Comprei uma blusa linda...achei que ela tem a cara do que eu quero ser, de uns tempos pra cá.O fato, é que eu nunca saí de moto com ela, e ontem usa-la para ir à faculdade. 
Ela é bem ampla, larguinha, de malha....quando o vento começou a bater, JURO, me senti a Priscila Rainha do Deserto.
huauhhuahuahuahuahuhauhuaua
Acho que todas as pessoas tiveram a mesma visão, e quando contei à algumas amigas, elas concordaram com isso.
uhauhauhuhahuauhuahuhauahuahuhau
Fato 2º:
Estou com problemas na configuração do meu teclado. Tenho que ficar trocando toda hora do inglês para o português, para conseguir usar todas as funções que preciso, por exemplo, o "Ç" não tem no teclado em inglês, e o ponto de interrogação, não tem no de português.
Vai entender..... 
A conclusão que cheguei, entrando no msn e em programas de bate-papo por todos esses anos, e por muitas, e digo muitas vezes mesmo, conversei com pessoas, que nunca usavam ponto de interrogação e afins, como virgulas, e dois pontos, é que: As pontuações para os brasileiros estão como os acentos para a língua inglesa, SIMPLISMENTE NAO EXISTEM.
Hahuauhhuauhauhuhauhauhauhahu
Fato3 º:
Destruí, há dois dias, a unha do meu dedão do pe. Achei que estivesse andando de chinelos, e topei em alguma coisa, que a arrancou de mim. Ao fazer o tal trabalho da primeira postagem, na minha cama, lindinha, macia e confortável, achei a bendita unha.
Agora me explica como consegui arrancar minha unha na minha cama? O.o
Eu realmente não tenho idéia. Sim, foi uma coisa um tanto quanto nojenta, afinal, essas coisas de unhas, cabelos e afins, sempre o são.
Dia realmente bizarro.

sábado, 19 de junho de 2010

Muito Batom....


Tudo de necessario.....huahuauhhuahua

Hoje começo meu blog.
Apesar de saber que vou ter que copiar(Adoro essa tecnologia do copiar e colar, podia ser assim nos cadernos também...) tudo isso em outra janelinha, a do meu perfil, quero começar explicando o porque deste diário eletrônico.
Odeio twitter, exceto aqueles que realmente tem algo realmente a nos acrescentar.
Hoje quase me rendi ao twitter.
Três coisas bizarras aconteceram comigo neste dia, um sábado estranho. Enfim, as meninas vieram em casa fazer trabalho, e a terceira coisa bizarra aconteceu. Fiquei com raiva e disse: - "Marcela, vou fazer um twitter." E ela me respondeu: "Não, você vai fazer um blog que chama-se Batom na Calcinha."
Obviamente, não sabíamos que já existia este blog, mas acreditem, a pessoa não posta nada.
Ali, naquela conversa havia nascido o BaToM Na CauCinhA.